Hackers recebem abrandamento de pena após ajudarem FBI com investigações

Três cibercriminosos que foram sentenciados a cumprir pena há dois anos devido ao transtorno causado pela botnet Mirai, por eles desenvolvida, receberam, na última terça-feira (18), abrandamento de sentença por terem ajudado o FBI a resolver crimes cibernéticos e problemas de segurança digital.

Paras Jha, de 22 anos, morador de Fanwood, Nova Jersey; Josiah White, de 21 anos, que vivia em Washington, Pensilvânia; e Dalton Norman, 22 anos, de Metairie, Louisiana, agora poderão cumprir pena em regime de liberdade vigiada por cinco anos, além de precisarem também cumprir 62 semanas e meia de trabalho comunitário. A decisão foi do Tribunal Distrital de Anchorage, nos EUA. Eles, que se declararam culpados frente às acusações de fraude virtual em dezembro de 2017, tiveram que arcar com o pagamento de US$ 127 mil, restituindo os danos causados à época do crime.

Timothy Burgess, chefe do Juizado e responsável pelo abrandamento da pena dos três jovens, proferiu as novas sentenças após os hackers “colaborarem extensivamente com o FBI em investigações sobre crimes cibernéticos e esforços defensivos mais amplos”, segundo o comunicado do escritório do FBI de Anchorage, no estado estadunidense do Alasca. O termo das novas sentenças incluem a expectativa que os três hackers continuem ajudando a agência de investigação nos próximos anos.

“O cibercrime é uma epidemia mundial que atinge muitos alasquenses”, declarou Bryan Schroder, advogado responsável pelo comunicado, explicando que os malfeitores possuem informações sobre tecnologias que ainda não são completamente dominadas pelos agentes da Lei. “O acordo com os jovens infratores neste caso foi uma oportunidade única para os policiais e dará aos investigadores do FBI o conhecimento e as ferramentas necessárias para se manter à frente dos cibercriminosos do mundo todo”, completou Bryan.

O cibercrime

Os três hackers foram inicialmente sentenciados após criar uma rede de centenas de milhares de computadores e dispositivos infectados com o malware Mirai, controlando-os para efetuar um ataque que derrubou plataformas como o Twitter e a Netflix, em outubro de 2016. Durante o julgamento do caso, os promotores disseram não acreditar que os três hackers foram responsáveis diretamente pelo ciberataque, uma vez que Paras Jha havia publicado o código do Mirai em fóruns especializados. Jha e Norman também foram culpados por outro botnet que gerava cliques em publicidades online para gerar lucros.

Fonte: APNews

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